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PRIMEIRA INICIAÇÃO

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No processo do despertar do Alquimista, cada fase da sua transformação corresponde a uma iniciação. A iniciação ao Nigredo (a primeira) obriga a 7 sublimações (do corpo). A iniciação ao Albedo, 7 mistérios (da mente); a iniciação ao Rubedo, 7 iluminações (da Obra).
A iniciação é a forma através da qual a transformação se metamorfoseia ou se apresenta.
A primeira é realizada no solstício de Inverno (21 Dezembro), a segunda a 20 Maio (em pleno apogeu da Primavera) e a terceira em 20 Julho (em fase de crescimento do Verão). A Iniciação é um processo milenar que consiste na realização de um conjunto de rituais que conduzirão o iniciado na direção do verdadeiro caminho.
Qualquer iniciação implica um processo de transformação. A primeira iniciação alquímica é a sublimação do corpo material, à qual seguirá a da Mente e finalmente a da Obra.
Em Alnirus, temos, na Primeira Iniciação, uma identificação com…

A PROCURA

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O que procuramos nós? Sim. Que procuramos todos nesta vida, tão caótica, ruidosa, vertiginosa? Ao olharmos para ela sentimos como se estivéssemos numa montanha russa a toda a velocidade... sem saber quando ela terminará ou em que momento não descarrilaremos da montanha. Ora o problema está na procura. E contrariamente ao ditado, quem procura nem sempre alcança. A partir do momento em que nos dispomos a procurar algo, estamos inevitavelmente a aceitar o facto que poderemos não o encontrar. E apartir daqui, de imediato, surgem todas as frustrações e ansiedades do ser humano. Se procuramos é porque não estamos satisfeitos com a vida. Não aceitamos a vida como ela é. Não na sua forma exterior, mas na sua essência. Passamos o tempo a fugir dela. Ao procurar por algo hipotético, que efetivamente não existe. Porque, em essência, o que é verdadeiramente importante, está dentro de nós. Ou seja, o que temos de encontrar é a nossa própria essência, que é, no fundo, a essência do mundo. A essência d…

A CHAMA INTERIOR

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A arte explicita a visão do mundo do artista. Representa, simbolicamente, a qualidade da chama que reside no seu interior. E esta chama é tão subtil, vibra numa frequência tão alta, que poucos logram sequer vislumbrá-la...
Essa chama é a consciência, a luz que nos mantém despertos. E esta luz, no artista, deve brilhar mais intensa que no exterior.
Na natureza universal, tudo é equilíbrio. Quanto maior é a consciência, menor é o interesse pelo exterior; quanto mais cheio se encontra o interior mais vazio fica o exterior. Quanto maior a luz interior, maior é a escuridão exterior. E vice-versa. É um fluxo que pode circular nos dois sentidos, ou em direção ao interior, ou em direção ao exterior. Só os cegos olham para fora. Os que ‹‹vêm›› na realidade, olham para dentro.

O fogo interior movimenta-se sempre da profundeza do ser para cima, para a cabeça, para a mente. É o fogo interior que ilumina a mente e desperta a consciência. E toda a ação / movimento interior, reflete-se no exterior: vem…

ARTE E TERAPIA

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Em primeiro lugar é preciso distinguir "Terapia através da Arte" de "Terapia Ocupacional". Apesar de partirem de um ramo comum - a Arte -, têm abrangências diferentes. A primeira está confinada a uma perturbação de caráter psicológico ou clínico, a segunda está relacionada com o equilíbrio dos níveis de stress e ansiedade causados pela vida contemporânea.
A abordagem que se pretende desenvolver aqui centra-se no desenvolvimento pessoal. Na descoberta do interior de cada um, libertando o Ser dos condicionamentos do dia a dia que impedem a felicidade do existir. Nesta abordagem a arte é sempre secundária. É um meio para. Simplesmente.
Qualquer terapia do EU passa sempre pela (re)descoberta da espiritualidade. Sim. Redescoberta. O espiritual sempre existiu no Homem. Mas a humanidade tem vindo a esquecer-se dela, e consecutivamente, da sua própria interioridade ou essência. E perder a essência é perder todo o fundamento da existência. Gostava aqui de destacar que “espirit…

PRESSURE

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“A Arte é cosa mentale” (Leonardo Da Vinci).

A arte é coisa mental. Ou seja, da mente. É na mente que concebemos a arte, é na mente que identificamos a arte, mas não é na mente que criamos ARTE. A mente é constituída pelo instinto, pela inteligência e pela intuição, os três graus de consciência da mente. Desde a nascença, a culturalização vai aos poucos aniquilando a intuição trazendo à tona os instintos mais básicos do ser. Estes instintos básicos (de sobrevivência) são reprimidos (ou acentuados) pela cultura social e religiosa transformando o ser humano numa panela de pressão pronta a rebentar. Toda a fonte de frustrações (individuais e coletivas) são produto desta repressão, de todo um conjunto de leis a que nos submetemos em prol da convivência / sobrevivência social. E é dentro desta panela de pressão que o Homem vive na atualidade. Vive angustiadamente a conter a sua força interior na esperança que a panela não rebente. Desta forma, tudo o que o homem vive, vive-o sob pressão. O seu…

DUST CREATION

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Iniciarei hoje um conjunto de reflexões destinadas aos Iniciados da Chama, os discípulos de Alnirus, mas também aberto a um público mais vasto amante das artes e do pensar sobre a condição do humano. A primeira reflexão reside sobre o conceito de Criação. Mais especificamente sobre a Criação do Mundo. Em todas as descrições sobre a criação do mundo de textos antigos, nomeadamente do Genesis e da mitologia grega, no início existia o vazio. O Nada. Só posteriormente é que se iniciou a criação. Podemos estabelecer uma analogia com a criação plástica, “no início existia a tela branca” (Kandinsky). Desta forma, toda a descrição da Criação parte desta ideia do vazio, inerente à conceção plástica. Mas debrucemo-nos um pouco sobre a palavra “criação” e a palavra “mundo”. Criação é o ato de criar e criar vem do latim creare que significa “produzir, erguer”, relacionando-se com crescere, “crescer, aumentar”. Logo todo o ato de criação pressupõe o seu desenvolvimento; ou seja, o movimento. A ação de…

O INÍCIO

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A todo o amante da Arte dos Mistérios, a primeira questão que se deve colocar é a seguinte: "porquê a Arte"? E esta é a única questão verdadeiramente importante. "Porque escolhi eu a Arte como forma de expressão"? Ou melhor ainda: "porque tenho eu de exprimir alguma coisa"? A Arte é uma forma de expressão. Uma forma de comunicarmos algo que reside em nós e que a precisamos expressar. Não importa porquê. O que interessa é que temos apenas de o fazer.
ESTA É A ÚNICA RESPOSTA QUE PRECISAMOS SABER.

Respondida a primeira questão, coloca-se agora uma outra: "de que forma, de que maneira, vou expressar aquilo que é inexprimível"? Sim, porque aquilo que a arte pretende expressar está para além do explicável, está para além do inteligível. Toda a arte joga com o intuível e não com o inteligível. A arte não existe para ser entendida. A arte situa-se ao nível da intuição e não da inteligência. Quando se pretende explicar uma obra de arte, estamos a matar e…