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SEGUNDA INICIAÇÃO

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O segredo reside nos mistérios da mente. Na mente do homem que dorme. Apesar de adormecido, uma parte de nós está vigilante. Não damos conta dela. Mas, mesmo oculta pela poeira, ela está lá. Sempre atenta. Á espera. Vigilante. Ela sempre esteve lá. Oculta pelas sombras e pela poeira. Uma pequena luz que passa inadvertida aos mais distraídos. Mas uma vez descoberta, ela iluminará tudo com uma nova realidade, um novo despertar, um amanhecer cálido e pacificador. Mas o homem adormecido nunca a poderá ver, e muito menos encontrar. Para a ver, terá primeiro de despertar. Mas o homem sonha o sonho que está a sonhar. Do qual parece impossível despertar. Então, uma luz aparece no sonho. Uma luz invade o sonho. A escuridão. Esta luz é tão forte que atravessa a cortina do sonho e instala-se na sala. Ali, bem na nossa frente. Onde afinal, sempre esteve.

A CASA DE POEIRA

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Havia este homem que vivia numa casa às escuras. Na casa a penumbra era total, apesar das cortinas nas janelas que filtram a luz que vem do exterior. O interior está iluminado pela luz de uma televisão. Esta provoca sombras nas cortinas e, em conjunto com a luz, que persiste entrar do exterior, configura uma imagem irreal de uma árvore abanando ao vento. Esta imagem, esta luz, é tudo o que o homem conhece. É a sua realidade. Dentro da casa existe um espelho oculto nas sombras. Todos os dias o homem passa por ele, olha para ele, no entanto, não repara verdadeiramente nele. A escuridão oculta a imagem poeirenta do espelho. A escuridão oculta toda a poeira existente na casa. Em toda a casa. Sobre as mobílias. No chão. Nos tapetes. O próprio casaco do homem está coberto de uma enorme camada de poeira. O chapéu também. O cabelo também. Tudo parece estar coberto de uma imensa camada de poeira branca. Como um pano branco que envolve todo o seu rosto e cabeça, atrofiando / ocultando os olhos, o…

GNOSIS - 02-02-2020

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SOBRE GNOSIS
Com a série Gnose procura-se apresentar os momentos fundamentais do desenvolvimento da consciência humana, segundo a tradição esotérica. A série divide-se em sete imagens, que referem sete momentos fundamentais na evolução da consciência do homem. Desde a criação do cosmos até à criação da consciência do homem, primeiro colectiva e exterior, depois individual e interior. A ideia de colectividade está subjacente aos deuses e às respectivas famílias, que imitam as famílias humanas, posteriormente transferidas para uma consciência individual (um único deus) e interior. As imagens referem sete episódios: a criação do mundo (do cosmos), a criação do homem e a sua relação com o cosmos, a tentação de Adão e Eva, os deuses e o cosmos como espelho da vida na terra, a multiculturalidade e a consciência colectiva, a divindade interior. O desenvolvimento da consciência, inerente aos episódios abordados, parte da ideia de uma consciência ou mente universal exterior ao homem. Efetivamente,…

PRIMEIRA INICIAÇÃO

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No processo do despertar do Alquimista, cada fase da sua transformação corresponde a uma iniciação. A iniciação ao Nigredo (a primeira) obriga a 7 sublimações (do corpo). A iniciação ao Albedo, 7 mistérios (da mente); a iniciação ao Rubedo, 7 iluminações (da Obra).
A iniciação é a forma através da qual a transformação se metamorfoseia ou se apresenta.
A primeira é realizada no solstício de Inverno (21 Dezembro), a segunda a 20 Maio (em pleno apogeu da Primavera) e a terceira em 20 Julho (em fase de crescimento do Verão). A Iniciação é um processo milenar que consiste na realização de um conjunto de rituais que conduzirão o iniciado na direção do verdadeiro caminho.
Qualquer iniciação implica um processo de transformação. A primeira iniciação alquímica é a sublimação do corpo material, à qual seguirá a da Mente e finalmente a da Obra.
Em Alnirus, temos, na Primeira Iniciação, uma identificação com…

A PROCURA

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O que procuramos nós? Sim. Que procuramos todos nesta vida, tão caótica, ruidosa, vertiginosa? Ao olharmos para ela sentimos como se estivéssemos numa montanha russa a toda a velocidade... sem saber quando ela terminará ou em que momento não descarrilaremos da montanha. Ora o problema está na procura. E contrariamente ao ditado, quem procura nem sempre alcança. A partir do momento em que nos dispomos a procurar algo, estamos inevitavelmente a aceitar o facto que poderemos não o encontrar. E apartir daqui, de imediato, surgem todas as frustrações e ansiedades do ser humano. Se procuramos é porque não estamos satisfeitos com a vida. Não aceitamos a vida como ela é. Não na sua forma exterior, mas na sua essência. Passamos o tempo a fugir dela. Ao procurar por algo hipotético, que efetivamente não existe. Porque, em essência, o que é verdadeiramente importante, está dentro de nós. Ou seja, o que temos de encontrar é a nossa própria essência, que é, no fundo, a essência do mundo. A essência d…

A CHAMA INTERIOR

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A arte explicita a visão do mundo do artista. Representa, simbolicamente, a qualidade da chama que reside no seu interior. E esta chama é tão subtil, vibra numa frequência tão alta, que poucos logram sequer vislumbrá-la...
Essa chama é a consciência, a luz que nos mantém despertos. E esta luz, no artista, deve brilhar mais intensa que no exterior.
Na natureza universal, tudo é equilíbrio. Quanto maior é a consciência, menor é o interesse pelo exterior; quanto mais cheio se encontra o interior mais vazio fica o exterior. Quanto maior a luz interior, maior é a escuridão exterior. E vice-versa. É um fluxo que pode circular nos dois sentidos, ou em direção ao interior, ou em direção ao exterior. Só os cegos olham para fora. Os que ‹‹vêm›› na realidade, olham para dentro.

O fogo interior movimenta-se sempre da profundeza do ser para cima, para a cabeça, para a mente. É o fogo interior que ilumina a mente e desperta a consciência. E toda a ação / movimento interior, reflete-se no exterior: vem…

ARTE E TERAPIA

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Em primeiro lugar é preciso distinguir "Terapia através da Arte" de "Terapia Ocupacional". Apesar de partirem de um ramo comum - a Arte -, têm abrangências diferentes. A primeira está confinada a uma perturbação de caráter psicológico ou clínico, a segunda está relacionada com o equilíbrio dos níveis de stress e ansiedade causados pela vida contemporânea.
A abordagem que se pretende desenvolver aqui centra-se no desenvolvimento pessoal. Na descoberta do interior de cada um, libertando o Ser dos condicionamentos do dia a dia que impedem a felicidade do existir. Nesta abordagem a arte é sempre secundária. É um meio para. Simplesmente.
Qualquer terapia do EU passa sempre pela (re)descoberta da espiritualidade. Sim. Redescoberta. O espiritual sempre existiu no Homem. Mas a humanidade tem vindo a esquecer-se dela, e consecutivamente, da sua própria interioridade ou essência. E perder a essência é perder todo o fundamento da existência. Gostava aqui de destacar que “espirit…