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TERCEIRA INICIAÇÃO

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A técnica artística permite ao indivíduo tomar consciência do seu corpo enquanto objeto de desejo e de poder, modelo e agente, observador e observado, espelho e parede, expressão e comunicação. O corpo é a forma como interagimos com o mundo, como nos relacionamos com ele, como o observamos e sentimos. A arte e a sua técnica, são o intermediário (consciente) desta relação. A prática artística permite ao indivíduo, o artista, descobrir o seu EU, as suas capacidades físicas, motoras e percetivas, potenciar o desenvolvimento da sua imagem, confrontar-se com ela, com o espelho, e interagir com essa imagem, com essa perceção. A sua perceção passa para o objeto, para o suporte, é projetada na obra, tornando-se esta espelho de si mesma. O observador torna-se observado, o agente modelo, a parede, a tela em espelho. A comunicação expressão. É uma aprendizagem longa, que dura quase uma vida inteira, onde várias tecnologias são estudadas e experimentadas, para, finalmente, o iniciado optar por um…

AUTOCONHECIMENTO: O CORPO

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O auto conhecimento.
O auto conhecimento é feito em três níveis (segundo Gurdjuiff). O do corpo (ao nível físico e motor), o do sentimento / sensação e o cognitivo. Observar o corpo. Aprender a apreciar as suas formas e estudar os seus movimentos. Primeiro de uma forma isolada. Depois em relação com os outros dois níveis ou centros. É muito difícil, senão impossível, separar a ação destes três centros entre si. Temos de perceber e encarar a sua ação de uma forma intercalada, misturada, ora dominando uma ora dominando outra.
Este primeiro estudo tomará como referencia o centro corpo / motor e este será analisado do ponto de vista dos outros centros. Ou seja, de que forma o sentimento / sensações motivam e controlam os movimentos do corpo. De que forma o raciocínio, o pensamento, a mente, condiciona esses movimentos. A primeira observação, o primeiro estudo, é o do olhar sobre o nosso próprio corpo. Sobre o corpo e a sexualidade. E como estas se relacionam e condicionam. Neste estudo, o…

SEGUNDA INICIAÇÃO

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O segredo reside nos mistérios da mente. Na mente do homem que dorme. Apesar de adormecido, uma parte de nós está vigilante. Não damos conta dela. Mas, mesmo oculta pela poeira, ela está lá. Sempre atenta. Á espera. Vigilante. Ela sempre esteve lá. Oculta pelas sombras e pela poeira. Uma pequena luz que passa inadvertida aos mais distraídos. Mas uma vez descoberta, ela iluminará tudo com uma nova realidade, um novo despertar, um amanhecer cálido e pacificador. Mas o homem adormecido nunca a poderá ver, e muito menos encontrar. Para a ver, terá primeiro de despertar. Mas o homem sonha o sonho que está a sonhar. Do qual parece impossível despertar. Então, uma luz aparece no sonho. Uma luz invade o sonho. A escuridão. Esta luz é tão forte que atravessa a cortina do sonho e instala-se na sala. Ali, bem na nossa frente. Onde afinal, sempre esteve.

A CASA DE POEIRA

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Havia este homem que vivia numa casa às escuras. Na casa a penumbra era total, apesar das cortinas nas janelas que filtram a luz que vem do exterior. O interior está iluminado pela luz de uma televisão. Esta provoca sombras nas cortinas e, em conjunto com a luz, que persiste entrar do exterior, configura uma imagem irreal de uma árvore abanando ao vento. Esta imagem, esta luz, é tudo o que o homem conhece. É a sua realidade. Dentro da casa existe um espelho oculto nas sombras. Todos os dias o homem passa por ele, olha para ele, no entanto, não repara verdadeiramente nele. A escuridão oculta a imagem poeirenta do espelho. A escuridão oculta toda a poeira existente na casa. Em toda a casa. Sobre as mobílias. No chão. Nos tapetes. O próprio casaco do homem está coberto de uma enorme camada de poeira. O chapéu também. O cabelo também. Tudo parece estar coberto de uma imensa camada de poeira branca. Como um pano branco que envolve todo o seu rosto e cabeça, atrofiando / ocultando os olhos, o…

GNOSIS - 02-02-2020

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SOBRE GNOSIS
Com a série Gnose procura-se apresentar os momentos fundamentais do desenvolvimento da consciência humana, segundo a tradição esotérica. A série divide-se em sete imagens, que referem sete momentos fundamentais na evolução da consciência do homem. Desde a criação do cosmos até à criação da consciência do homem, primeiro colectiva e exterior, depois individual e interior. A ideia de colectividade está subjacente aos deuses e às respectivas famílias, que imitam as famílias humanas, posteriormente transferidas para uma consciência individual (um único deus) e interior. As imagens referem sete episódios: a criação do mundo (do cosmos), a criação do homem e a sua relação com o cosmos, a tentação de Adão e Eva, os deuses e o cosmos como espelho da vida na terra, a multiculturalidade e a consciência colectiva, a divindade interior. O desenvolvimento da consciência, inerente aos episódios abordados, parte da ideia de uma consciência ou mente universal exterior ao homem. Efetivamente,…

PRIMEIRA INICIAÇÃO

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No processo do despertar do Alquimista, cada fase da sua transformação corresponde a uma iniciação. A iniciação ao Nigredo (a primeira) obriga a 7 sublimações (do corpo). A iniciação ao Albedo, 7 mistérios (da mente); a iniciação ao Rubedo, 7 iluminações (da Obra).
A iniciação é a forma através da qual a transformação se metamorfoseia ou se apresenta.
A primeira é realizada no solstício de Inverno (21 Dezembro), a segunda a 20 Maio (em pleno apogeu da Primavera) e a terceira em 20 Julho (em fase de crescimento do Verão). A Iniciação é um processo milenar que consiste na realização de um conjunto de rituais que conduzirão o iniciado na direção do verdadeiro caminho.
Qualquer iniciação implica um processo de transformação. A primeira iniciação alquímica é a sublimação do corpo material, à qual seguirá a da Mente e finalmente a da Obra.
Em Alnirus, temos, na Primeira Iniciação, uma identificação com…

A PROCURA

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O que procuramos nós? Sim. Que procuramos todos nesta vida, tão caótica, ruidosa, vertiginosa? Ao olharmos para ela sentimos como se estivéssemos numa montanha russa a toda a velocidade... sem saber quando ela terminará ou em que momento não descarrilaremos da montanha. Ora o problema está na procura. E contrariamente ao ditado, quem procura nem sempre alcança. A partir do momento em que nos dispomos a procurar algo, estamos inevitavelmente a aceitar o facto que poderemos não o encontrar. E apartir daqui, de imediato, surgem todas as frustrações e ansiedades do ser humano. Se procuramos é porque não estamos satisfeitos com a vida. Não aceitamos a vida como ela é. Não na sua forma exterior, mas na sua essência. Passamos o tempo a fugir dela. Ao procurar por algo hipotético, que efetivamente não existe. Porque, em essência, o que é verdadeiramente importante, está dentro de nós. Ou seja, o que temos de encontrar é a nossa própria essência, que é, no fundo, a essência do mundo. A essência d…